Existe muito agente de IA. E só vai crescer.

Mapeamos mais de 120 agentes e plataformas, para pessoas e para empresas. Tem agente para quase tudo e aparece um novo toda semana. O difícil agora é outra coisa.

Tecnologia23 out 20265 min de leitura

Há um ano, “agente de IA” era assunto de laboratório. Hoje tem agente que responde por você no WhatsApp, agente que ganha um computador na nuvem para preencher formulário, agente dentro do CRM, do ERP e do e-mail da empresa, e agente especialista em contrato, em exame médico, em conciliação bancária.

Para entender o tamanho disso, montamos um mapa com mais de 120 agentes e plataformas em 17 categorias. A conclusão cabe numa frase: existe muito agente, e o número só vai subir. Abaixo, o que encontramos e o que isso quer dizer para quem quer usar IA de verdade na operação.

Agentes pessoais: um para cada jeito de viver

São agentes ligados o tempo todo, com memória, que trabalham para uma pessoa. Só eles já somam quase 60 produtos no nosso mapa, divididos assim:

  • Dos laboratórios de IA. Os donos dos grandes modelos (OpenAI, Anthropic, Meta, xAI) lançando agentes próprios para o dia a dia.
  • Código aberto. Agentes que você roda no seu computador e liga no modelo que quiser. O OpenClaw, o mais conhecido, passou de 370 mil estrelas no GitHub e virou o projeto mais popular da plataforma em 2026.
  • Versões leves e reforçadas. Dezenas de variações enxutas ou mais seguras dos agentes abertos, escritas em Rust, Go, Zig e C. Surge uma nova quase toda semana.
  • Por mensagem. Você manda um texto no WhatsApp ou no iMessage e o agente resolve, sem app novo para aprender.
  • Com computador próprio. Agentes que ganham uma máquina na nuvem para navegar, preencher formulários e usar programas como uma pessoa.
  • Por nicho. Família e casa, viagem, criadores de conteúdo, vida profissional. Cada nicho ganha o seu.
  • ChatGPT dots
  • Grok Bot
  • Muse
  • Claude Duet
  • OpenClaw
  • Hermes Agent
  • Vellum
  • Comma
  • Pivra Desk
  • ZeroClaw
  • NanoClaw
  • nanobot
  • IronClaw
  • Moltis
  • PicoClaw
  • Instinct
  • Poke
  • Tab
  • Persona
  • folk
  • Hello Haven
  • Rene
  • Martin
  • Tomo
  • Pally
  • Iris
  • Wabi
  • Perplexity Computer
  • Cue
  • Genspark Claw
  • Lindy
  • Fo
  • szn
  • Eney
  • Hark Pro
  • Underdog
  • Skye
  • Ambi
  • Fambot
  • Ohai
  • Ollie
  • Orbits
  • Miso
  • Stanley
  • Town

O detalhe que mais chama atenção é a velocidade. Comparando duas versões de um mesmo levantamento, com uma semana de diferença, entraram produtos, saíram produtos e um laboratório trocou o agente que apresentava como principal. O mapa que você lê hoje já está velho na sexta-feira.

Nas empresas, o mapa é ainda maior

Do lado corporativo, o agente aparece em várias camadas ao mesmo tempo:

  • Dentro do software que a empresa já usa. Microsoft Copilot Studio, Salesforce Agentforce, Google Gemini Enterprise, ServiceNow, SAP Joule, HubSpot. O agente chega junto com a licença que você já paga.
  • Automação com agente no meio. UiPath, Automation Anywhere, Power Automate, Workato, Zapier e n8n colocam um agente para tomar as decisões que antes travavam o fluxo.
  • Infraestrutura e frameworks. As nuvens (AWS, Google, Azure, Cloudflare) e as ferramentas para construir do zero (LangGraph, CrewAI, os kits da OpenAI e da Anthropic).
  • Conexão e vigilância. Conectores, protocolos abertos como o MCP e ferramentas que medem e vigiam o que o agente faz.
  • Especialistas por setor. Jurídico, saúde, finanças, imóveis, segurança. São só exemplos: todo setor com trabalho que se repete está ganhando os seus.
  • Microsoft Copilot Studio
  • Salesforce Agentforce
  • Gemini Enterprise
  • SAP Joule
  • IBM watsonx
  • HubSpot Breeze
  • UiPath
  • Zapier
  • n8n
  • AWS Bedrock
  • Google Vertex AI
  • Azure AI Foundry
  • Cloudflare Agents
  • LangGraph
  • CrewAI
  • LlamaIndex
  • Dify
  • Composio
  • Browserbase
  • MCP
  • Langfuse
  • Braintrust
  • Intercom Fin
  • Zendesk
  • ElevenLabs
  • Claude Code
  • Codex
  • GitHub Copilot
  • Cursor
  • Devin
  • Replit

Os números confirmam

Os institutos de pesquisa não concordam no centavo, mas todos apontam para o mesmo lado:

  • De menos de 5% para 40%. É a fatia de aplicativos corporativos com agentes de tarefa que o Gartner espera entre 2025 e o fim de 2026.
  • US$1 trilhão em 2030. Projeção do Gartner para o gasto com agentes embutidos em software corporativo, onze vezes o valor de 2025.
  • Mais de 400 mil agentes customizados já rodavam em produção no Copilot Studio da Microsoft em maio de 2026, em 160 mil organizações.
  • 29 mil contratos do Agentforce, da Salesforce, com cerca de US$800 milhões de receita anual recorrente.
  • US$24 bilhões investidos por fundos de venture capital em IA agêntica só em 2025.
  • 18% das empresas brasileiras já colocaram agentes no fluxo de trabalho, contra 13% na média mundial, segundo o BCG. Ou seja: o Brasil está à frente e, mesmo assim, mais de 80% das empresas ainda não começaram.

Por que só vai crescer

Quatro forças empurram o número de agentes para cima, e nenhuma delas dá sinal de parar:

  1. Custo. Rodar um modelo fica mais barato a cada trimestre. Quando um agente custa centavos por tarefa, vale a pena automatizar até o que antes não pagava o esforço.
  2. Código aberto. Qualquer equipe pega um agente aberto, adapta e lança um produto novo. Foi assim que dezenas de variações nasceram em poucos meses.
  3. Conexão. Padrões abertos deixam o agente conversar com CRM, ERP, planilha e WhatsApp sem uma integração feita à mão para cada sistema.
  4. Distribuição. Os grandes fornecedores de software estão colocando agentes dentro do produto. Muita empresa vai ter agente rodando sem nem ter decidido comprar um.

O difícil não é achar. É colocar para rodar.

Com tanta opção, a pergunta deixou de ser “existe um agente para isso?”. Quase sempre existe. A pergunta agora é qual escolher, como ligar nos sistemas que vocês já usam e quem cuida dele depois que entra em produção.

É exatamente aí que os projetos travam. O próprio Gartner espera que mais de 40% dos projetos de agentes sejam cancelados até o fim de 2027, por custo alto, valor pouco claro ou falta de controle. O problema raramente é a tecnologia. É escolher a tarefa errada, não conectar o agente aos dados da empresa ou deixar o agente sem dono depois do lançamento.

Se é tarefa que se repete, dá para automatizar. Comece pela tarefa, não pelo agente.

Um caminho simples para não virar estatística:

  1. Liste o que se repete. Financeiro, atendimento, vendas, compras e RH são só exemplos. Olhe para o que o time faz toda semana do mesmo jeito.
  2. Escolha sem se prender. O mapa muda toda semana. Monte o agente de um jeito que permita trocar o modelo ou a ferramenta depois.
  3. Ligue nos sistemas de vocês. Agente que não lê o CRM, o ERP ou o WhatsApp da empresa vira só mais uma aba aberta.
  4. Cuide depois que entrar no ar. Medir, corrigir e melhorar todo mês é o que separa o projeto que fica do projeto cancelado.

Como a BossaMotion ajuda

A gente não vende um agente da prateleira. A gente trabalha dentro da sua operação para escolher, construir e manter os agentes certos:

  • O Analista de IA mapeia a rotina, encontra o que se repete e prioriza pelo retorno.
  • O Forward Deployed Engineer constrói o agente, liga nos seus sistemas e coloca para rodar, com aprovação humana onde importa.
  • E o time acompanha os resultados todo mês, trocando peças quando aparece algo melhor no mapa.

Quer saber por onde começar? Veja também os 4 níveis de adoção de IA e descubra em qual a sua empresa está.

Agente não vai faltar. O que faz diferença é colocar o certo para trabalhar dentro da sua operação.

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Se é tarefa que se repete, dá para automatizar. Conta para a gente qual é.